A pergunta nas reunioes de diretoria evoluiu. Ja nao e se devemos usar IA nem onde a implementamos. A conversa de hoje e: como lideramos sua integracao para nao ficarmos obsoletos.
Muitas empresas estao pulando etapas cruciais: o para que estrategico, o valor real gerado para os clientes e como a IA se integra no DNA do negocio. Surge uma nova figura: o Chief AI Officer (CAIO).
Se sua expectativa ao contratar um CAIO e que essa pessoa defina o proposito, a estrategia e alem disso execute, sera uma decisao muito infeliz. Voce terminara com uma figura que coleciona provas de conceito isoladas.
Um CAIO pode ser um poderoso agente de mudanca se atuar como um habilitador estrategico transversal. Sua missao nao e fazer IA, mas construir uma arquitetura organizacional que aprende.
A IA nao pode ser implementada em uma unica direcao. E necessaria uma orquestracao em tres niveis: Estrategia Top-Down, Descoberta Bottom-Up e Aprendizagem Horizontal.
O perfil do CAIO ideal nao e o maior especialista tecnico em machine learning, mas um lider hibrido com visao estrategica, inteligencia politica, capacidade de traducao entre o tecnico e o negocio, e Lideranca Nivel 5 como define Jim Collins.
O foco da transformacao empresarial deve ser tornar a empresa ambidestra. Para isso, e necessario um sistema operacional que gerencie quatro zonas: Zona de Desempenho (otimizar o core), Zona de Produtividade (automatizar processos), Zona de Incubacao (explorar o novo) e Zona de Transformacao (escalar o que foi incubado).
O primeiro passo nao e nomear uma pessoa. E que o C-Level inicie o inevitavel processo de transformacao empresarial. A discussao de fundo nao e sobre um cargo, mas sobre instalar uma nova cultura, uma metodologia de inovacao e um olhar sistemico.