O futuro é imprevisível e enfrenta-nos inúmeros desafios. A mentalidade empresarial tradicional torna-se obsoleta e as metodologias que emergem do mundo empreendedor tornam-se relevantes.
O foco se afasta da eficiência
Foi o principal objetivo da gestão empresarial no século XX. Foi fundamental em um mundo mais previsível, mas quando o inesperado se torna a norma, priorizar a eficiência em vez da flexibilidade pode ser perigoso.
Abundância inacessível
Peter Diamandis, cofundador da Singularity University, proclama um futuro de abundância. Antecipe que não enfrentamos um problema de escassez, mas sim de acessibilidade. A escassez é contextual e os seres humanos, por meio da tecnologia, podem liberar recursos inimagináveis.
O sistema de competências para o futuro
Considerando tanto a volatilidade do futuro quanto as grandes oportunidades que ele oferece, sugiro cinco habilidades empreendedoras para enfrentar nosso trabalho.
- Aprendizagem contínua: As empresas têm dificuldade em desenvolver uma cultura de aprendizagem por causa do medo do fracasso. Os processos de gestão ainda dependem da eficiência. O orçamento, a alocação de recursos e o controle de riscos exigem previsibilidade, e o desempenho dos executivos é avaliado com base na sua capacidade de controlar o futuro. No entanto, pensadores como Salim Ismail, autor de Exponential Organizations, dizem-nos que o retorno da aprendizagem substituirá o retorno do investimento como um indicador chave nas empresas.
- Curiosidade: Quando a nossa curiosidade é ativada, temos um motor ligado para procurar soluções criativas. Mas, no trabalho, a maioria reprime a curiosidade e evita fazer perguntas, para não correr riscos. Por isso destaco a frase de Eric Schmidt, ex-CEO do Google, em que explica que administravam a empresa baseada em perguntas, não em respostas.
- Consciência do potencial da tecnologia: É fundamental compreender como as tecnologias exponenciais operam no desenvolvimento dos negócios. É preciso estar atento à sua evolução e analisar como aproveitam possíveis melhorias ou novas soluções para o problema que a nossa empresa resolve, para tentar evitar a disrupção, que é cada vez mais comum. Nossa intuição sobre o futuro é linear, mas a tecnologia da informação é exponencial e isso faz uma diferença profunda. explica Ray Kurzweil.
- Coragem para tomar decisões: Muitos executivos procrastinam a tomada de decisões difíceis. Isso cria mais problemas do que as consequências que eles tentam evitar. A obsessão em tomar a decisão perfeita é um grande desafio. O futuro exige aprender a tomar decisões continuamente, com informação disponível ou rapidamente acessível, tentando reduzir o impacto até adquirir conhecimento através de testes, escuta ativa e medição. “Boas decisões vêm da experiência. A experiência vem da tomada de decisões erradas. de acordo com Mark Twain.
- Networking: É a habilidade que nutre transversalmente o resto das capacidades. Tudo o que fazemos é através um do outro. Segundo Francisco Santolo, CEO da Scalabl, é a vontade de explorar quem é, o que faz e o que o outro quer. Trata-se de ouvir sem querer opinar, ouvir sem procurar o que dizer. responder, acima de tudo, sem procurar estar certo ou julgar. Implica ouvir o que eles têm para nos dizer, baixando todas as barreiras de defesa. Afinal, a palavra não nos aprisiona, somos livres para interpretar e escolher. Acho que o mundo precisa de mais pessoas que se permitam ser assim. São vulneráveis ??e podem pedir ajuda e podem dá-la.
Para desenhar o nosso futuro é necessário contemplar cenários possíveis, ousar o desafio que nos permite criar o que ainda não existe. É aí que essas competências, que nós empresários tanto exercitamos, se tornam fundamentais para todos.