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A invasão dos Unicórnios

por Francisco Santolo
Abril 2019

Pode que seja uma percepção pessoal, mas me sinto bombardeado diariamente com notícias de unicórnios em toda parte! As companhias que chegam ao bilhão de dólares de valor parecem se multiplicar em grande, mesmo na LATAM.

Sejamos honestos e deixemos esta bobagem. Quando uma startup arrecada 100 ou 50 milhões de dólares alcançaria para que comece a ser considerada um unicórnio. As companhias que investem essas quantidades nesses empreendimentos -às vezes em etapas iniciais- costumam ser grandes VCs, como Softbank, que ficam com 5 ou 10% da arrecadação em conceito da taxa de administração ou, também, companhias multinacionais de bilhões de dólares de valor como Microsoft.

Cem milhões é insignificante para eles, e os proprietários de VC estão sedentos de cobrar rapidamente novas “taxas de administração” em rondas massivas de financiamento antes de que Uber, ou outra “startup de fumaça” se mergulhe na água, como fez, Theranos. Para entender de maneira simples o que está acontecendo, assistam o filme Fire Festival. Logicamente, ambos empreendedores são os únicos que são vistos como vilões nos relatos.

Realmente precisamos ter outra crise financeira que reflita que essas valorações não são realistas? Que os modelos de negócio sobre os que crescem não fazem sentido? Que nenhum múltiplo ou fluxo de fundos descontado, inclusive com um crescimento astronômico, fará que cheguem a esses valores?

Vale a pena, realmente, desperdiçar o talento humano e o valor real que se poderia gerar, assim como as vidas dos envolvidos, apenas para encher os seus bolsos?

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